Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir?

Neste Domingo de Páscoa, estivemos na Primeira Igreja Batista do Brás, em São Paulo, e ouvimos uma pregação valiosa relacionando o sacrifício de Jesus com palavras proféticas do livro de Isaias.

O Livro de Isaías é um livro profético do Antigo Testamento, vem depois do livro de Eclesiástico e antes do Livro de Jeremias. É uma peça central da literatura profética do Antigo Testamento, na Bíblia.

Sua importância é refletida também no Novo Testamento, considerando-se que há mais de 400 referências diretas ao livro, feitas pelos evangelistas e apóstolos.

O forte caráter e ênfase messiânicos percebidos em toda a extensão do documento, muito provavelmente colaboraram para conceder ao livro tamanha proporção referencial entre os autores do Novo Testamento. Por causa disto também, Isaías recebeu o epíteto de “o quinto evangelista“.

Vamos às palavras relembradas pelo pastor:

O Senhor Deus diz: “Tudo o que o meu servo fizer dará certo; ele será louvado e receberá muitas homenagens. Muitos ficaram horrorizados quando o viram, pois ele estava tão desfigurado, que nem parecia um ser humano. Mas agora muitos povos ficarão admirados quando o virem, e muitos reis não saberão o que dizer. Pois verão coisas de que ninguém havia falado, entenderão aquilo que nunca tinham ouvido.”

“O povo diz: “Quem poderia crer naquilo que acabamos de ouvir? Quem diria que o Senhor estava agindo? Pois o Senhor quis que o seu servo aparecesse como uma plantinha que brota e vai crescendo em terra seca. Ele não era bonito nem simpático, nem tinha nenhuma beleza que chamasse a nossa atenção ou que nos agradasse. Ele foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim. Era como alguém que não queremos ver; nós nem mesmo olhávamos para ele e o desprezávamos. “No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu. Todos nós éramos como ovelhas que se haviam perdido; cada um de nós seguia o seu próprio caminho. Mas o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos. “Ele foi maltratado, mas aguentou tudo humildemente e não disse uma só palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam a sua lã. Foi preso, condenado e levado para ser morto, e ninguém se importou com o que ia acontecer com ele. Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo. Foi sepultado ao lado de criminosos, foi enterrado com os ricos, embora nunca tivesse cometido crime nenhum, nem tivesse dito uma só mentira.” O Senhor Deus diz: “Eu quis maltratá-lo, quis fazê-lo sofrer. Ele ofereceu a sua vida como sacrifício para tirar pecados e por isso terá uma vida longa e verá os seus descendentes. Ele fará com que o meu plano dê certo. Depois de tanto sofrimento, ele será feliz; por causa da sua dedicação, ele ficará completamente satisfeito. O meu servo não tem pecado, mas ele sofrerá o castigo que muitos merecem, e assim os pecados deles serão perdoados. Por isso, eu lhe darei um lugar de honra; ele receberá a sua recompensa junto com os grandes e os poderosos. Pois ele deu a sua própria vida e foi tratado como se fosse um criminoso. Ele levou a culpa dos pecados de muitos e orou pedindo que eles fossem perdoados.””

‭‭Isaías‬ ‭52:‬13-15 e 53:1-12‬ ‭NTLH‬‬

Fotografia do Grande Manuscrito de Isaías, o mais preservado dos Manuscritos do Mar Morto. Contém todo o Livro de Isaías, em hebraico, com exceção de pequenas partes danificadas. Aproximadamente século II a.C.

Vale lembrar:

Em seus dias, Isaías viveu e narrou a tensão política e militar que o território de Israel experimentava, com eventos decorrentes principalmente de um panorama marcado por intensas e contínuas atividades bélicas e expansionistas que estavam sendo realizadas pela monarquia egípcia, ao sul, e pelos caldeus, ao leste.

O início do ministério profético de Isaías situa-se em 754 a.C., coincidindo com 2 datas históricas precisas: a morte do rei Uzias de Judá e a fundação de Roma.

Isaías, filho de Amoz, nasceu por volta de 765 a.C. e viveu na corte dos reis de Judá. Há indicações de que talvez fosse primo de Uzias.

Escriba e relator dos anais históricos da casa davídica, tinha preeminência e liberdade suficiente para transitar próximo ao poder político e tomar conhecimento, em primeira mão, das políticas e estratégias do Estado monarca judeu.

Letrado, culto e politicamente privilegiado, pode ter feito parte da casta sacerdotal de Jerusalém.

Veja uma pregação que trata do Servo sofredor descrito em Isaias 53.

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