Balaão em Números e em Apocalipse

Quem assistiu a novela Os Dez Mandamentos lembra do ator Leonardo Vieira quase irreconhecível como o feiticeiro moabita.

Essa figura emblemática é citada tanto nos livros relacionados ao Êxodo e a Terra Prometida, quanto no Apocalipse.

Ele aparece no Livro dos Números, quarto livro da Torá.

Balaão foi o profeta a quem Balaque deu instrução para amaldiçoar o povo de Israel. Contudo por revelação divina, Deus lhe aparecia e determinava que o povo de Israel fosse abençoado por ele, profetizando a grandeza daquele povo, o que irritou Balaque. Ele se autodenominava “homem de olhos abertos” por ter visões de Deus e se prostrar diante dele de olhos abertos.

Balaão não amaldiçoou o povo, mas foi seduzido pelas ofertas financeiras do rei a ponto de novamente ir no caminho para por tropeço ao povo de Israel pelos seus serviços sacerdotais. No meio do caminho, pela boca de uma jumenta, Balaão tem mais uma revelação de Deus contra o seu propósito de ir se encontrar com Balaque.

Balaão não chegou a amaldiçoar o povo de Israel, pois por divina revelação Deus não o permitiu, contudo Balaão ensinou aos inimigos de Israel como fazê-los cair e perder a proteção do Altíssimo. As mulheres de fora de Israel eram formosas e fariam o povo de Israel cair em prostituição. E por intermédios dessas mesmas mulheres haveria a promiscuidade com ídolos.

Essa fraqueza é nossa, do homem e da mulher, e, como explica o pastor Luciano Subirá, “o diabo não inventa e não manda em nós, quando ele nos tenta a errar usa o que funcionaria para cada um”.

https://youtu.be/o5All3CtIWI

Sobre o personagem da saga bíblica: no final, Balaão foi morto pelo exército de Israel juntamente com os reis midianitas e boa parte deste povo.

E da sua presença no Novo Testamento, está é em Apocalipse 2:14.

“entretanto, algumas coisas tenho contra ti; porque tens aí os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, introduzindo-os a comerem das coisas sacrificadas a ídolos e a se prostituírem.”

Midiã (em hebraico: מִדְיָן ) ou Madiã (em árabe: مَـدْيَـن; em grego: Μαδιάμ ) é uma zona geográfica mencionada na Torá e no Alcorão. William G. Dever afirma que a região de Midiã se situava no noroeste da península Arábica, na margem oriental do golfo de Ácaba no mar Vermelho”, uma área que só foi povoada intensivamente a partir dos séculos VIII e VII antes de Cristo.

Segundo o Antigo Testamento, midianitas (ou madianitas) são descendentes de Abraão e sua esposa Quetura, desposada após a morte de Sara.

Quetura foi a segunda esposa (ou concubina) desposada após a morte de Sara do patriarca hebreu Abraão, e teve seis filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Os filhos de Midiã foram Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda.

O herdeiro dos bens de Abraão foi Isaque, mas os filhos de suas concubinas receberam presentes, e foram separados de Isaque, enviados ao Oriente.

Jetro, também chamado Reuel, sogro de Moisés, era um sacerdote de Midiã.

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