Iconoclastia e Sola Scriptura

Num estudo nas férias da faculdade (@teologica.br) li um texto sobre a iconoclastia (ícones católicos) e a posição de uma teólogo chamado Cláudio de Turim (que foi quase um Martinho Lutero fora do tempo, se tivesse nascido no século XVI talvez tivesse escapado das garras papais), e o autor do texto diz o seguinte:

“Com a frente Islâmica e a sedução da sua cultura, para ensinar o povo foi cada vez colocada mais imagens dentro da Igreja, pois a mesma possuía uma grande dificuldade de conseguir manter sua doutrina com um povo que não sabia ler […]”.

Ou seja, quando veio a expansão islâmica, a Igreja Católica Apostólica (que nessa época ainda não era Romana – o grande cisma foi no séc. XI) não tinha controle teológico com as grandes massas, por uma dificuldade social e educacional da época (o analfabetismo), e por isso era difícil diferenciar a teologia Islâmica da teologia Cristã, e uma vez que os ídolos são um elemento extremamente repugnante para os muçulmanos, eles optaram por sacralizar e normalizar a iconoclastia para se diferenciar (e teoricamente por motivos didáticos também).

Isso só demonstra a importância de duas coisas: a boa e velha “Sola Scriptura”, e um investimento genuíno na educação dos crentes em Cristo Jesus.

(Texto de @giorgio_sns)

Obs: Cláudio de Turim foi bispo de Turim de 817 a 839, data da sua morte. Esteve na corte de Luís I, o Piedoso, sendo comissionado por esse a escrever comentários sobre quase todos os livros da Bíblia para educação dos clérigos. 

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