Aquele pastor acredita no casamento… já vai para o terceiro!

No capítulo 21 do Livro “O que estão fazendo com a Igreja”, o Reverendo Augustus Nicodemus Lopes ele comenta: 

“Aquele pastor acredita no casamento… já vai para o terceiro!”

Foi assim que um conhecido meu se referiu, em tom de gozação, a um pastor evangélico que, por sinal, é seu amigo. Desconfio que tal pastor não é o único de sua espécie. Não tenho estatísticas para provar, mas meu “achômetro” registra que hoje, nas igrejas evangélicas, a aceitação de pastores que já vão para o segundo ou terceiro casamento é maior. Ouvi dizer que alguns já estão no quarto casamento, mas não quis acreditar.

Pastores casados uma segunda ou terceira vez provocam polêmica e confusão entre os jovens. Recebi o seguinte comentário de um evangélico: Eu, confesso, fico extremamente incomodado com divórcios, com supostas uniões estáveis e recasamentos de pastores… e fico mais ainda quando procuro um norte na teologia para compreender isto tudo também à luz do perdão de Deus. E aí, aonde iremos?

Afinal, qual a importância de um casamento sólido e duradouro para o ministério pastoral? Paulo escreveu que “é necessário que o bispo … seja esposo de uma só mulher” (1Tm 3:2). Podemos ler essa passagem de duas ou três maneiras diferentes, mas todas elas, ao final, tratam da necessidade de um casamento exemplar para os líderes cristãos. Bom, creio que há vários pontos que podem ser mencionados aqui.

O primeiro é a paz e o sossego presentes em um casamento estável, que se refletem inevitavelmente na lide pastoral. Não sei como pastores que enfrentam a separação, o divórcio, um novo casamento e a adaptação à nova realidade (se tiver filhos, é ainda mais difícil) encontram tranquilidade para pastorear, ao mesmo tempo em que vivem as angústias da crise.

O segundo ponto é o exemplo, para os filhos, se houver, e para os casais da igreja pastoreada. Todos esperam que o casamento do pastor seja uma fonte de inspiração e exemplo. Casamentos que dão certo e duram a vida toda funcionam como uma espécie de referencial para os demais casamentos, especialmente se for o casamento do pastor.

O terceiro ponto é a questão da autoridade. Antes da emissão oficial do divórcio, entendo que o casamento continua válido. Uma vez emitido o divórcio, termina oficialmente. Contudo, estamos falando de divórcio obtido por causa de dois pontos mencionados acima: adultério e deserção obstinada. Quando o estado emite carta de divórcio por qualquer motivo — consensual ou incompatibilidade de gênios —, esse fato não anula o ensino bíblico de que os divorciados adulteram se casarem de novo (Mt 5:32; 19:9; Mc 10:11-12; Lc 16:18).

Fico me perguntando se, ao final de tudo isto, essa onda de recasamentos não é uma versão moderna e evangélica da velha poligamia. Como a poligamia é proibida no Brasil e rejeitada pelas igrejas, alguns pastores encontraram esse meio de ter várias mulheres durante o seu ministério, embora não ao mesmo tempo, que é casar-se várias vezes em sequência, com mulheres diferentes. É legal e, em alguns casos, é mais barato. 

Por @augustusnicodemus via @movimentohombridade.

Creio que a imagem diz respeito ao livro

Casamento, Divórcio e Novo Casamento

A obra de Hernandes Dias Lopes expõe princípios e propósitos bíblicos para o desenvolvimento de um relacionamento conjugal consistente.Sua abordagem orienta àqueles que já foram, aos que são casados, como também aos recém-casados e aos noivos em questões fundamentais da vida a dois.Trata com sensibilidade pastoral os que foram feridos pelo divórcio e apresenta uma avaliação a respeito do novo casamento.

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